11 novembro 2012

Dama do meu ser.

Não resito e te incito
A não deixar de me deixar louco
Com tua beleza espalhafatosa
E impávida a devastar
O mau do meu peito

E no entanto me perco
Nos teus trejeitos
Com seus infinitos adjetivos
Que me fazem de artigo
E em outras horas teu sujeito,
suspeito de tentar te roubar amor

E num pomar de iluzões
De um embaraço de pernas
Tento te levar pra longe
De todas as paranóias
E te fazer minha jóia...

Fazer do céu  o nosso limite
Das nuvens o teu chão
Do tédio uma poesia
Da dor um motivo praum amor
De você um motivo pra amar e viver
Tudo a ti dama do meu ser.

04 junho 2011

Amor Mau resolvido

De ti nada sobrou
A não ser a repugnação
Da tua sórdida traição
Que maltratou quem só te amou.

Quero ver como explicaras
A rejeição da mão de afago
Teu doce veneno amargo
Um coração que aqui jaz

Agora quero ver
Como vai se esconder
Sem tua máscara
Teu negro véu

Teu amor já não convence
A quem te conhece.
Não guardo nada renitente
por que você não merece

Jamais afagarei novamente teu coração
Mas pisarei forte sobre teu pranto
Farei do ódio minha oração
Para acabar teu encanto, que tanto
maltratou meu coração

07 maio 2011

O Medo de Amar





(Vinícios de moraes)


Vira esta folha do livro e se esqueça de mim.
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim.
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raíz.
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz.
Agora va a sua vida como você quer,porém não se surpreenda se uma outra mulher,
nascer de mim.
Como do deserto uma flor
e Compreender que o ciúme é o perfume do amor.

confusão

Hoje eu quero um pouco mais de desmazelo
E deixar o grito mudo.
Acender uma luz no oculto
do teu coração.

Hoje eu quero...
-Não..
Hoje não quero nada
"Não analisa não!"

Amor Arbitrário

Nosso amor arbitrário
Saiu do armário
E rasgou o verbo.

Não respeitou o calendário
Nem o otário
Que chamou esse amor de sempiterno.

Jamais teremos o que outrora
Foi um sonho de eternidade
E se perdeu no pudor da vaidade

Jamais veremos
Nem nada teremos
Há não ser um erroneo amor.

Jamais veremos a aurora
Jamais teremos o que outrora
Um dia queriamos de um amor.

14 março 2011

Aninha

Quero uma mulher
Que me acorde as sete
Que me espere na madruga
Com o prato quente de omelete

Que me dê bicarbonato
Que me ature quando estiver chato
E prepare o meu prato
Pra eu comer e ir trabalhar

Ai, que saudades que eu sinto da Aninha
Só vivia pra casa e cozinha
Ainda dizia que me amava
Ai, que saudade, só Aninha me aturava

Aninha, Aninha, Aninha
Que falta tua ausência me faz
Só você pra me entender sabendo o que que
Ai meu Deus desculpa o exagero
[Mas Aninha é a melhor mulher.

03 março 2011

Sambinha de um amor

Hoje escrevo esse sambinha no escuro
Lembrando aquele ultimo beijo, Imaturo.
De um erróneo amor.
Que pra esse samba vou gritar
E berrando eu vou chamar
De samba do grande amor.

Nossa paixão pelo imperfeito
Não deixou sermos o par perfeito
Que outrora fomos. E deixou esse sambinha.
Nosso tesão tão anormal
Confundiu o Amor e o Carnal
E deixou esse sambinha.

Você era tão bonita e importante
Que meu peito tão errante
Atropelou o orgulho pra te ter.
Pensei que você diferente
Do amor de muita gente
Que em você só vi você.

Com os olhos razos d'água
Enxuguei meu rosto e minha mágoa
E disse "não" a ti
Passei tempos difíceis, sem você.
E foi difícil conter
Você não mais em mim

Por isso agora, amor
Te faço esse sambinha
Te vejo tão sem dor
Te vejo tão menina

Você confundiu palavras gentis e presentes
Status e beleza com um amor nascente
Ou então um Novo amor
Você quis ter tudo novo, de novo
Nos braços de alguém novo
tentando me achar e não me achou

Você me procurou no teu querer
Não quis me entender
Me quis pra exposição
Eu até te amei demais, e agora além do mais
Te fiz esse sambinha pra jamais
Me esquecer e esconder nossa paixão.

02 março 2011

Texto desconhecido

"Enquanto eu lhe xingar
Ou falar mau estará tudo bem,
Preocupe-se quando lhe desprezar"

24 fevereiro 2011

Libertação

A muito não ouvia a tua voz
Falar e não tocar meu coração
Nesse tom doce. Vós
Que maltratou minha paixão

Depois de um tempo percebi
Que não eras excessão, nem diferente de ninguém.
Que você cheira mal e ruim
E não consegue amar outro alguém

Teu rosto meigo e angelical
Esconde tua maldade de mulher
Com esse jeito torto de anjo mau
Escondendo quem você é.

Hoje, teu chamado não me entristesse
Nem tua ausência me causa dor.
Não me interessa os teus "mistérios sujos"
Cheios de dores e falso amor

Se você presou a casa e a cozinha
O que eu tinha e o que eu podia. E me deixou!
De você eu levo um caderno de poesia
Uma vida de boêmia, uma inspiração e muita dor

De você nada levo a sério
A não ser o errôneo amor
Que chamei de sempiterno
Que morreu sem uma flor.

18 dezembro 2010

Depois de ti, Meu bem

Depois de ti
Não me tornei espelho pra ninguém.
Malmente conseguia rir
Tão pouco amar alguém

Depois de ti
Vieram os porres e puteiros
Noites infindáveis
Choros e torturas no travesseiro

Depois de ti
Enrijeci o coração
Recusei-me a de novo amar
E cai na vida

Depois de ti
O mundo ficou turvo
Os olhos umideceram
Em meio a tantas memórias e conteúdos...

Depois de ti
Veio a dor de cotovelo
As piores ideias
E tortos poemas feios

Depois de ti
Voltei a ser eu
Enxerguei...
E Vivi...Depois de ti!

17 novembro 2010

Eu quero ser um mal menino
E Queimar o mundo num canudo de papel
Eu quero ser um mal menino
E poder fazer poesias ao léu

Vou musicar meu choro
Com exagero de notas de ouro
Gritar desejos na mesa do bar
E sobre a luz do luar
Um bom uísque só pra se encontra.

Canção Repetida

Essa canção marcou a nossa história
Essa canção já tão simplória
Por tanto se tocar.
Já não sou mais forte que um cigarro
Rastejo tão fagueiro e um tanto otário
Que hoje mal consigo andar.

Foi eu quem fiz o teu sorriso
E te acolhi no abrigo
Do peito ao coração.
Eu escrevi a nossa história
Pra você chamar de estória
E jogar fora feito a um borrão

Espero que sejas bem feliz
Ao lado de outro alguém.
Que pule fora dessa gangorra
Que corra desse vai-e-vem

Vá sem nóstalgia
Sem sentir melancolia
Quando estiver com outro em nossos lençóis
Vá pela estrada fria enganando o seu amor
Se me veres numa esquina
Vire o rosto e colha o que plantou

Digo tchau
À essa paixão mal resolvida
Que pra essa história tão antiga
Fiz essa canção repetida

21 agosto 2010

Digo que amo

Eu vou...
Estou...
E digo que amo.

06 maio 2010

Morena.

Morena da beleza de mulher
Que no seu íntimo sabe o que quer.
E na beleza de ser
Remexeu minha cabeça por saber acontecer
No meu pobre coração.

Por isso hoje lá em casa
O meu peito fica em brasa
Quando lembra do teu beijo.
E com toda a harmonia
Essa linda poesia
Te retrata em meu desejo.

A tua presença é um privilégio
Dessa vida, que é meu colégio.
Aprender contigo a alegria
É seguir no céu a estrela guia
Que brilha a emoção.

Sentir do teu beijo
Esse tal de afeto:
É mexer com a razão
E é com tal satisfação
que eu faço a nossa história de canção.

Intimidade

Muitas vezes
Me perdi nas tuas curvas
Tentando destilar o cheiro
Que encantou o meu desejo.

Muitas vezes
Me perdi nas tuas curvas
Como me perco
Em loucos devaneios.

Porque o cheiro
De nossas intimidades
Se grudou nas minhas
Em um regato de gozos

Feito em razão
Dos rebuliços de nossos quadriz.
E a minha lucubração
Não tem mais sentido, se não o de te amar.

Porque a tua imagem, nua
Se pregou a parede da memória
Como a história
Se prega ao pretérito mais que perfeito.

Muitas vezes
Me perdi nas tuas curvas
Como me perco
Em loucos devaneios.

10 abril 2010

Quanto tempo...

O vento que toca o chão levanta uma neblina que não cessa de me estancar. Estancou-me, mas não as águas de meu rosto. Meu corpo treme com esse transbordar e minha face transborda a enxurrada desse vendaval. Que tempo frio esse! Esse tempo gélido... Temporal vil, viu? Não enxergo, pois o temporal que cai de meus olhos é mais rápido que o olho temporal. Quanto tempo o tempo tem? Quanta chuva deve passar pelo meu sobrado, pelo meu pobre rosto rico de tempo? Sobrou algo ao menos derramado? Quanta chuva deve passar pela minha lareira gélida para sanar a ferida do vendaval que por mim se alastrou? Plantou, plantou e não frutificou. O único calor que me queima é a geleira de meu peito esquerdo.
Derramada está minha semente e a carrasca ausente o vento a levou. O que é, então, o amor? Não sei, ainda não vi seu trapo de face, só um esboço de classe verão. Meu chão... O vento que a trouxe foi o mesmo vento que levou consigo o ar da paixão... E pra mim... E pra mim? Restou a tempestade da solidão. Quanto tempo esse vento tem? O vento, o fogo, o frio... O rosto. A face queimosa do gélido vento. A semente narcisa que ultrapassa seu tempo, preferiu ousar semear em outro espaço. Que então vá. Mas para nunca mais voltar. Quanto tempo durará esta minha decisão?
Quanto tempo o meu tempo tem? Será a resposta para minha insatisfação.

26 fevereiro 2010

A dama do samba.

Vou pedir para o seu pai
Que me dê a sua mão.
Vou te levar pra morar no meu barracão
Que eu mandei banhar em ouro.

Quando você chegar
Vou fazer um tapete de flores.
Vou encher a casa de cores.
Vou fechar o botequim.

Você vai ser...
A rainha do meu país.
A minha imperatriz
A dama do meu samba.

Eu vou te dar
Uma fita amarela
Com três poemas meus nela
Pra você fazer o que quiser.

Eu vou fazer de você
O meu samba enredo
Te chamando de cabrocha.
Falando sempre bem do teu nome.

Vou sair da boemia
E te fazer uma filha
Pra você chamar de família.
Vou te fazer um cafuné, Te dar a boa vida
[E te fazer de mulher.

22 janeiro 2010

Dádiva

Tenho uma pedra que gostaria que fosse uma ave.

Planar pelo infinito e navegar pelos mares.

Mas ela é muito dura e não planaria por muito tempo.

E como não sabe nadar e pesa mais do que o ar,

Cairia no fundo do alento.

Perguntei a ela, então, se gostaria que eu a carregasse.

Levaria ela ao céu e nadaria com ela em outras faces.

Ensinaria como voar e como velejar por entre águas e molhares.

Ela me disse que não entendia o que eu estava a propor.

Pois não era ela que não sabia voar ou nadar,

Sou eu que não sei onde estou.

Pois tudo que existe tem seu trajeto,

Uns como folha outros como inseto.

Uns pra sonhar outros para fazer.

E assim como tudo, ela também fazia o seu dever.

Ensinava os apreçados a cair e os humildes a entender,

Que não é quão dura seja uma pedra

É sua bela forma de proceder.

E assim eu compreendi, que não é pena que devo ter,

É a certeza de que não é a forma do objeto,

Nem qual seja o seu trajeto,

Que irão influenciar em seu prazer.

É a consciência de sua dádiva,

E como aplicar isso em seu viver.

15 janeiro 2010

Egaiole-se em suas asas

Pense no pássaro que voa livremente pelos ares de sua razão animal; manobras claras de liberdade irracional, apreciando o que de mais belo tem na natureza. Pousa em seus descansos, desfruta de seus prazeres instintivos; alça vôos do ápice de sua vontade maquinal. Predador por necessidade e reprodutor oriundo; sua única vaidade: Seu canto.

Sem medo e sem limitações espaciais. Simplesmente um voador, planando no céu de seus devaneios reais, a mercê da fluidez do rio do tempo.

Agora imagine este mesmo ser sendo aprisionado, tolhido de suas intrínsecas necessidades. Não podendo mais gozar livremente de sua condição como ser vivo. Este que nascera com sua raiz já predestinada a uma certa prisão, acaba de ser decepada todas as chances de desfrutar do tempo restante que lhe compete como ser vivo e da liberdade condicionada que lhe cabe.

Agora se coloque no lugar deste ser. Ao menos tente sentir o ar de hostilidade que agora circunda sua vida. Isso é vida?

Não vivo como o pássaro – que fora capturado e engaiolado. Não me aprisiono e nem permito ser. Não que ele tenha culpa por ser capturado, afinal ele é irracional. Mas e nós, seres humanos, racionais, por que nos deixamos aprisionar por gaiolas sistêmicas? Não temos razão, moral, ética, dentre outros palavrórios que o homem inventou para classificar atitudes que deveriam ser tomadas e/ou que são tomadas? Acho que já existem muitas palavras e pouco uso prático e benéfico delas. Palavras o vento leva, atitudes o tempo registra. Alçarei vôos para não me coagirem a me engaiolar. Minha próxima parada? O céu já não é mais o limite. Não tenho paradas. A felicidade – dizia Margaret Lee Runbeck, e eu completo – assim como a liberdade não é uma estação a qual chegaremos e sim uma forma de viajar. Tente viajar, livremente, e não estagnar em uma estação.

22 dezembro 2009

A Minha dor.

Meu peito é um mistério
De angustias mil.
Sinto em mim o canibalismo
Do mundo voraz que me come
[à cada curva da estrada escura.
Tenho um coração pequeno
Pra tanto sofrer.
Tenho um coração sem limites
Com ânsia de viver, com ganancia no mundo
[Jovem novo-antigo
Tenho em mim
Um tempo que não é meu tempo.
Um futuro de um passado.
Tenho em mim o pessimismo da vaidade.

Eu nada mais sou
Que um aproveitador da minha
Dor de cotovelo, que espera o Amor
Como um poeta espera a melhor poesia da dor.

A minha dor é assim.
Um menino aqui e o Amor ali.
Umas brigas nas noites
Um porre no botequim.