04 junho 2011

Amor Mau resolvido

De ti nada sobrou
A não ser a repugnação
Da tua sórdida traição
Que maltratou quem só te amou.

Quero ver como explicaras
A rejeição da mão de afago
Teu doce veneno amargo
Um coração que aqui jaz

Agora quero ver
Como vai se esconder
Sem tua máscara
Teu negro véu

Teu amor já não convence
A quem te conhece.
Não guardo nada renitente
por que você não merece

Jamais afagarei novamente teu coração
Mas pisarei forte sobre teu pranto
Farei do ódio minha oração
Para acabar teu encanto, que tanto
maltratou meu coração

07 maio 2011

O Medo de Amar





(Vinícios de moraes)


Vira esta folha do livro e se esqueça de mim.
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim.
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raíz.
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz.
Agora va a sua vida como você quer,porém não se surpreenda se uma outra mulher,
nascer de mim.
Como do deserto uma flor
e Compreender que o ciúme é o perfume do amor.

confusão

Hoje eu quero um pouco mais de desmazelo
E deixar o grito mudo.
Acender uma luz no oculto
do teu coração.

Hoje eu quero...
-Não..
Hoje não quero nada
"Não analisa não!"

Amor Arbitrário

Nosso amor arbitrário
Saiu do armário
E rasgou o verbo.

Não respeitou o calendário
Nem o otário
Que chamou esse amor de sempiterno.

Jamais teremos o que outrora
Foi um sonho de eternidade
E se perdeu no pudor da vaidade

Jamais veremos
Nem nada teremos
Há não ser um erroneo amor.

Jamais veremos a aurora
Jamais teremos o que outrora
Um dia queriamos de um amor.

14 março 2011

Aninha

Quero uma mulher
Que me acorde as sete
Que me espere na madruga
Com o prato quente de omelete

Que me dê bicarbonato
Que me ature quando estiver chato
E prepare o meu prato
Pra eu comer e ir trabalhar

Ai, que saudades que eu sinto da Aninha
Só vivia pra casa e cozinha
Ainda dizia que me amava
Ai, que saudade, só Aninha me aturava

Aninha, Aninha, Aninha
Que falta tua ausência me faz
Só você pra me entender sabendo o que que
Ai meu Deus desculpa o exagero
[Mas Aninha é a melhor mulher.

03 março 2011

Sambinha de um amor

Hoje escrevo esse sambinha no escuro
Lembrando aquele ultimo beijo, Imaturo.
De um erróneo amor.
Que pra esse samba vou gritar
E berrando eu vou chamar
De samba do grande amor.

Nossa paixão pelo imperfeito
Não deixou sermos o par perfeito
Que outrora fomos. E deixou esse sambinha.
Nosso tesão tão anormal
Confundiu o Amor e o Carnal
E deixou esse sambinha.

Você era tão bonita e importante
Que meu peito tão errante
Atropelou o orgulho pra te ter.
Pensei que você diferente
Do amor de muita gente
Que em você só vi você.

Com os olhos razos d'água
Enxuguei meu rosto e minha mágoa
E disse "não" a ti
Passei tempos difíceis, sem você.
E foi difícil conter
Você não mais em mim

Por isso agora, amor
Te faço esse sambinha
Te vejo tão sem dor
Te vejo tão menina

Você confundiu palavras gentis e presentes
Status e beleza com um amor nascente
Ou então um Novo amor
Você quis ter tudo novo, de novo
Nos braços de alguém novo
tentando me achar e não me achou

Você me procurou no teu querer
Não quis me entender
Me quis pra exposição
Eu até te amei demais, e agora além do mais
Te fiz esse sambinha pra jamais
Me esquecer e esconder nossa paixão.

02 março 2011

Texto desconhecido

"Enquanto eu lhe xingar
Ou falar mau estará tudo bem,
Preocupe-se quando lhe desprezar"

24 fevereiro 2011

Libertação

A muito não ouvia a tua voz
Falar e não tocar meu coração
Nesse tom doce. Vós
Que maltratou minha paixão

Depois de um tempo percebi
Que não eras excessão, nem diferente de ninguém.
Que você cheira mal e ruim
E não consegue amar outro alguém

Teu rosto meigo e angelical
Esconde tua maldade de mulher
Com esse jeito torto de anjo mau
Escondendo quem você é.

Hoje, teu chamado não me entristesse
Nem tua ausência me causa dor.
Não me interessa os teus "mistérios sujos"
Cheios de dores e falso amor

Se você presou a casa e a cozinha
O que eu tinha e o que eu podia. E me deixou!
De você eu levo um caderno de poesia
Uma vida de boêmia, uma inspiração e muita dor

De você nada levo a sério
A não ser o errôneo amor
Que chamei de sempiterno
Que morreu sem uma flor.