17 novembro 2010

Eu quero ser um mal menino
E Queimar o mundo num canudo de papel
Eu quero ser um mal menino
E poder fazer poesias ao léu

Vou musicar meu choro
Com exagero de notas de ouro
Gritar desejos na mesa do bar
E sobre a luz do luar
Um bom uísque só pra se encontra.

Canção Repetida

Essa canção marcou a nossa história
Essa canção já tão simplória
Por tanto se tocar.
Já não sou mais forte que um cigarro
Rastejo tão fagueiro e um tanto otário
Que hoje mal consigo andar.

Foi eu quem fiz o teu sorriso
E te acolhi no abrigo
Do peito ao coração.
Eu escrevi a nossa história
Pra você chamar de estória
E jogar fora feito a um borrão

Espero que sejas bem feliz
Ao lado de outro alguém.
Que pule fora dessa gangorra
Que corra desse vai-e-vem

Vá sem nóstalgia
Sem sentir melancolia
Quando estiver com outro em nossos lençóis
Vá pela estrada fria enganando o seu amor
Se me veres numa esquina
Vire o rosto e colha o que plantou

Digo tchau
À essa paixão mal resolvida
Que pra essa história tão antiga
Fiz essa canção repetida

21 agosto 2010

Digo que amo

Eu vou...
Estou...
E digo que amo.

06 maio 2010

Morena.

Morena da beleza de mulher
Que no seu íntimo sabe o que quer.
E na beleza de ser
Remexeu minha cabeça por saber acontecer
No meu pobre coração.

Por isso hoje lá em casa
O meu peito fica em brasa
Quando lembra do teu beijo.
E com toda a harmonia
Essa linda poesia
Te retrata em meu desejo.

A tua presença é um privilégio
Dessa vida, que é meu colégio.
Aprender contigo a alegria
É seguir no céu a estrela guia
Que brilha a emoção.

Sentir do teu beijo
Esse tal de afeto:
É mexer com a razão
E é com tal satisfação
que eu faço a nossa história de canção.

Intimidade

Muitas vezes
Me perdi nas tuas curvas
Tentando destilar o cheiro
Que encantou o meu desejo.

Muitas vezes
Me perdi nas tuas curvas
Como me perco
Em loucos devaneios.

Porque o cheiro
De nossas intimidades
Se grudou nas minhas
Em um regato de gozos

Feito em razão
Dos rebuliços de nossos quadriz.
E a minha lucubração
Não tem mais sentido, se não o de te amar.

Porque a tua imagem, nua
Se pregou a parede da memória
Como a história
Se prega ao pretérito mais que perfeito.

Muitas vezes
Me perdi nas tuas curvas
Como me perco
Em loucos devaneios.

10 abril 2010

Quanto tempo...

O vento que toca o chão levanta uma neblina que não cessa de me estancar. Estancou-me, mas não as águas de meu rosto. Meu corpo treme com esse transbordar e minha face transborda a enxurrada desse vendaval. Que tempo frio esse! Esse tempo gélido... Temporal vil, viu? Não enxergo, pois o temporal que cai de meus olhos é mais rápido que o olho temporal. Quanto tempo o tempo tem? Quanta chuva deve passar pelo meu sobrado, pelo meu pobre rosto rico de tempo? Sobrou algo ao menos derramado? Quanta chuva deve passar pela minha lareira gélida para sanar a ferida do vendaval que por mim se alastrou? Plantou, plantou e não frutificou. O único calor que me queima é a geleira de meu peito esquerdo.
Derramada está minha semente e a carrasca ausente o vento a levou. O que é, então, o amor? Não sei, ainda não vi seu trapo de face, só um esboço de classe verão. Meu chão... O vento que a trouxe foi o mesmo vento que levou consigo o ar da paixão... E pra mim... E pra mim? Restou a tempestade da solidão. Quanto tempo esse vento tem? O vento, o fogo, o frio... O rosto. A face queimosa do gélido vento. A semente narcisa que ultrapassa seu tempo, preferiu ousar semear em outro espaço. Que então vá. Mas para nunca mais voltar. Quanto tempo durará esta minha decisão?
Quanto tempo o meu tempo tem? Será a resposta para minha insatisfação.

26 fevereiro 2010

A dama do samba.

Vou pedir para o seu pai
Que me dê a sua mão.
Vou te levar pra morar no meu barracão
Que eu mandei banhar em ouro.

Quando você chegar
Vou fazer um tapete de flores.
Vou encher a casa de cores.
Vou fechar o botequim.

Você vai ser...
A rainha do meu país.
A minha imperatriz
A dama do meu samba.

Eu vou te dar
Uma fita amarela
Com três poemas meus nela
Pra você fazer o que quiser.

Eu vou fazer de você
O meu samba enredo
Te chamando de cabrocha.
Falando sempre bem do teu nome.

Vou sair da boemia
E te fazer uma filha
Pra você chamar de família.
Vou te fazer um cafuné, Te dar a boa vida
[E te fazer de mulher.